quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Democracia Pura no Mundo Moderno


Essa é a segunda parte do Artigo "Por que Não Vivemos em uma Democracia". 

Conforme já foi dito no texto anterior, a humanidade somente conheceu a Democracia em sua melhor forma, isto é DIRETA/PURA sem a mediação de políticos eleitos, nas primeiras sociedades, que eram simples e pouco numerosas, no máximo cerca de 100 indivíduos.  

Estas civilizações, localizadas principalmente na Mesopotâmia mas também encontros povos em condições semelhantes nas Américas, Oceania e ilhas do Pacífico, tinham como característica a existência de igualdade entre seus membros, não somente financeira, como também o poder de decisão. 

Não havia, inicialmente chefes ou líderes, nem diferenças sociais, todos tinham o direito de participar nas decisões importantes da comunidade, cada um colaborando com o seu conhecimento específico. No entanto, logo a DEMOCRACIA DIRETA desapareceu, surgindo a desigualdade e o povo perdeu o direito de participar ativamente da política. 


A história da democracia, mais detalhes sobre a DEMOCRACIA PURA, seu surgimento, desaparecimento e as mudanças que o poder político sofreu você encontra na primeira parte deste texto, disponível neste link: DEMOCRACIA PURA - PARTE 1

A democracia pura, na opinião deste que ora escreve, é um modelo melhor em comparação ao que atualmente existe na maioria dos países democráticos, que é a DEMOCRACIA REPRESENTATIVA, sonha-se com a aplicação adaptada da democracia pura nos dias atuais, passa-se agora, então, a explicar-se como tal modelo funcionaria, confessa-se que não é uma meta fácil, mas é nossa função, como idealistas, almejar coisas difíceis. 

As propostas agora feitas tem como base o livro DEMOCRACIA PURA, de autoria de José Vasconcelos, conheça o movimento: DEMOCRACIA PURA. 


O primeiro ponto a ficar claro é que democracia não implica necessariamente na existência de processo eleitoral, há ditaduras com eleições como por exemplo Venezuela, e poderia muito bem existir democracias sem eleições. 

A real democracia teria como base três condições essenciais: 
  1.  Convocação do povo à participação e exercício pleno do poder decisório; 
  2.  Alternância absoluta nos poderes e cargos de chefias públicas; 
  3.  Igualdade absoluta na possibilidade de ocupar cargos/funções do poder decisivo.
J. Vasconcelos expõe que em substituição à eleição poderia serem utilizados sistemas como: auto-habilitação; sorteio; graduação; concursos, ou ainda, sistema conjugado (que é a aplicação conjunta de todos os sistemas anteriores. 

A democracia pura funcionaria com o auxílio inseparável da tecnologia, as decisões poderiam ser feitas, ou a opinião popular consultada, por meio de portais eletrônicos onde cada cidadão teria seu login e senha. A participação popular poderia ocorrer tanto por Assembleia Geral como por meio de comissões temáticas. 

Ao contrário do voto, a participação popular não seria obrigatória, sendo totalmente opcional ao cidadão escolher se quer ou não participar do procedimento político, o que torna este muito mais producente, pois, somente participariam aqueles que estão de fato interessados, acabando com o fenômeno de votar por votar. 

O cidadão ao auto-habilitar, por meio da internet, poderia participar ativamente da vida política da sociedade, seja em nível municipal, estadual ou federal, como por exemplo, integrar comissões temáticas, conselhos, decidir sobre uma variedade de e assuntos. 

A democracia pura não implica necessariamente na inexistência de mandatos políticos, presidentes, governadores, deputados etc, não há de se confundir com a anarquia ou comunismo, o Estado e o Capitalismo ainda existiriam, no entanto, o povo tem um maior poder de decisão, sendo que os cargos públicos teriam muito mais rotatividades entre os cidadãos. 

Poderia ainda ser formado um LICEU DA NAÇÃO oferecido pelo Estado para aqueles que desejem preparar-se para exercer cargos públicos, assim, os cidadãos que desejam participar da política passariam por cursos avançados até se tornarem aptos, assim os cargos seriam ocupados pelos mais preparados.

Você pode gostar destes artigos:

O Estado deve fornecer remédios de forma gratuita?
Somos Todos Corruptos?

Fala em SHP (Sistema de Habilitação e Pontuação) com o fim de evitar-se a demagogia, isto é, para que os cidadãos não sejam facilmente influenciados por pessoas que não tenham o interesse comum como primeira prioridade. 

Mas o que é Sistema de Habilitação e Pontuação? 

É o meio pelo qual os cidadãos podem decidir racionalmente sobre os assuntos ou escolhas de pessoas, baseando-se numa referência matemática. O processo se concentra em uma tabela com descrição de detalhes do assunto em seus aspectos positivo e negativos, apurados dos comentários, debates, e discussões, os quais são valorizados pelos cidadãos. (VASCONCELOS, J. Democracia Pura, 2015, p. 181).

A comunidade, portanto, é convocada para decidir sobre determinado tema, os métodos podem variar, mas o ideal é que haja um amplo debate de livre participação e estudos sérios, assim, não ocorre uma mera escolha por um simples dever, mas uma tomada de decisão madura e consciência, pautada na razão crítica e na técnica. 

Outra vantagem do SHP é que com ele a pessoa que vota fica livre de "vícios" pessoais, ou seja, elimina as chances desta decidir tendo como base, mesmo que de forma inconsciente, critérios pessoas como crenças internas ou fatores estéticos e emotivos. Pode ser considerada uma evolução do instituto do plebiscito. 


Neste artigo foi exposto um pouco sobre  o que seria a DEMOCRACIA PURA e como ela funcionaria na prática, porém por ser um tema demasiadamente complexo é importante, para a melhor compreensão, ler direto da fonte, o livro pode ser solicitado no site: http://www.democraciapura.com.br/, que será enviado de forma gratuita ao seu endereço. 

Por favor, participe da discussão nos comentários, estou ciente de que existem pontos a serem debatidos. 

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domingo, 28 de janeiro de 2018

Por que Não Vivemos em Uma Democracia


Nos redutos dos grupos de facebook, voltados à política e à filosofia, muito critica-se a Democracia, alguns até elogiando a Ditadura. Fundamentam que a Democracia não seria o melhor regime, que a corrupção e a crise político-econômica seria, nesta, de ocorrência muito comum. 

Confesso que até faz um pouco de sentido, em uma vista superficial, por exemplo, quando falam que o povo seria incapaz de tomar boas decisões por si só, por haver um alto nível de divergência de opiniões e a falta de conhecimento técnico, assim, até é coerente tal argumento, sendo por esta lógica preferível um governo aristocrático, isto é, um governo dos melhores, como previa Sócrates. 

No entanto, quando conciliamos a teoria com a realidade tal discurso não mantém sua lógica intacta, essa falácia vai ser abordada a seguir, mas primeiro, vejamos. O que é de fato Democracia? 

Será tratado também sua origem e suas diversas formas (a saber: DEMOCRACIA PURA E DEMOCRACIA REPRESENTATIVA).

Partiu? 

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Por Quê a Educação no Brasil é de Baixa Qualidade - Estudo Comparativo entre Países e Breves Sugestões


Uma das razões da existência de um grande abismo entre classes econômicas é a crise do sistema educacional brasileiro, seja por falta de investimento por parte do Estado ou pela absoluta ineficácia da técnica utilizada, a conclusão é sempre a mesma, a educação pública, em todos os níveis, não está dando certo

Este texto, portanto, pretende abordar a origem da crise educacional, fazendo comparações com outros países e fazendo sugestões. É certo que o modelo educacional escolhido por um governo define o futuro de seu povo, é quase óbvio que uma escola que não sofre mudanças estruturais sérias à décadas não irá atingir seu objetivo. 

O gráfico a seguir demonstra que o problema, apesar de contraditório, não é a falta de investimento, perceba como o Brasil gasta mais porcentagem do PIB com educação do que a Coreia do Sul.

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sempre uma Lâmpada Acessa - O que é uma Democracia?

Trago mais uma contribuição do Raoni, do Canal Infigo Philosophiae, continuando sua série sobre o mestre Sócrates, nos traz belos questionamentos: O que é a Democracia? Quem deve controlar o Estado? Os números realmente contam na Democracia?

Confira a série completa: 

Veja as respostas para essas perguntas, agora neste vídeo curto de 2 minutos: 

                                            

                                                                                     
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Filme com Filosofia #3 Religião das Máquinas




Aprender, praticar o desenvolvimento pessoal é sempre muito interessante e útil, mas muitas vezes pode ser um processo longo e cansativa, ainda mais quando se fala de filosofia, filmes são um bom jeito de adquirir conhecimento e trazer uma bela discussão. 

Filmes com Filosofia é uma série do Ágora com esta ideia, possibilitar a discussão filosófica através de um meio mais leve, mas não menos profundo, portanto, dá-se aqui algumas sugestões de filmes com uma boa carga de reflexão, aqueles filmes que te deixam com uma "pulga" na orelha. 

Veja a série completa: 


O filme de hoje é Ex Machina, um filme sobre inteligência artificial, dirigido por Alex Garland (Autor de The Beach), definitivamente este não é um filme Blockbuster, não espere muita ação ou efeitos especiais ensurdecedores, mas pode esperar muita reflexão e um final assustador

Veja o trailer: 


Ex Machina é sobre uma inteligência artificial com livre acesso ao "google" (no filme é dado um nome fictício, mas as características são típicas desta ferramenta), imagine um robô altamente tecnológico com acesso a Big Data, isto é informação ilimitada sobre todos e tudo. Some isso a uma capacidade de aprendizado, habilidade de sedução e capacidade de mentir, lembrou de algum filme de terror? Pois é, é quase isso.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Paradoxo da Sustentabilidade: Poluição do Meio Ambiente


Há aquela famosa frase clichê - O Planeta é a nossa casa, cuide dele -  A preocupação com o meio ambiente é cada vez maior, mas de forma contraditória, a poluição também aumenta em igual proporção - ou até maior - Isto é um Paradoxo: 

O Paradoxo da Sustentabilidade!!


Todo mundo sabe que a poluição, o uso não racional dos bens naturais afeta o planeta como um todo, no entanto, poucas são as medidas realizadas para reverter o atual estado clínico do planeta, sim, o planeta está doente e nós, como seus habitantes, pouco fazemos para buscar a cura.

Comportamento é um tanto doentio, não é nada saudável e ordeiro conviver pacificamente com práticas que importem em prejuízos ao sistema ambiental como um todo, pois nós seres humanos fazemos parte deste sistema, fazemos parte do meio ambiente. É o que Edgar Morin, no livro Terra Pátria, tratou como Agonia Planetária. 

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A humanidade está imatura em relação à educação ambiental, não existe uma cooperação internacional eficiente o suficiente para superar a situação problemática, a crise ecológica, não há um regramento econômico em nível mundial, o que produz uma grande concorrência no mercado mundial acarretando especialização das economias locais ou nacionais.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

#6 Comentando Notícias: Sílvio Santos e Zé Celso: Direita X Esquerda


Estava o Zé Celso, o Sílvio Santos, o Dória e o Eduardo Suplicy em uma reunião, até parece começo de piada, talvez seja dependendo do ponto de vista. 

Objetivo do encontro convocado pelo Prefeito de São Paulo era reunir Sílvio Santos e Zé Celso, grande dramaturgo e responsável pelo teatro Oficina, para que fosse resolvido um conflito envolvendo um terreno anexo ao teatro, no bairro do Bexiga.

O teatro em questão é um pedaço da história de São Paulo. 

Confira a notícia na integra:


E de fato, o encontro chega a ser cômico, o Sílvio Santos da vida real parece ser o mesmo que o da televisão, sempre sorridente e fazendo comentários divertidos. 


O apresentador adquiriu o imóvel vizinho ao teatro, porém, foi impedido de construir pois o teatro foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que, por entendimento deste, a obra na propriedade de Sílvio Santos, que deseja construir três torres residenciais com mais de 100 metros de altura cada, traria riscos ao teatro. 

Já Zé Celso pretende construir um parque de teatro ao ar livre no terreno de propriedade de Sílvio Santos, nas palavras do próprio: 

"Prefeito, eu tenho 80 anos, Silvio tem mais, a gente nem vai ver o resultado disso, mas a cidade vai, a cidade fica aí, depois de nós e a cidade de São Paulo precisa de mais áreas verdes, ela não aguenta mais tanto shopping, tanto carro, tanto concreto", explicou. Ele acrescenta que o parque verde poderá receber tendas para festivais de música, teatro e circo. "Não precisa construir nada"

Leia a série completa: 


Veja um trecho da reunião:


O evento pareceu muito simples, mas basicamente a reunião resume o presente cenário político nacional. De um lado, o Sílvio Santos, um liberal right, do outro Zé Celso, um liberal left. Dois extremos opostos que representam grandes correntes políticos, a esquerda e a direita.

Portanto, o caso merece algumas breves anotações, leia-se críticas.

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